Thiago Moura

REI NA SUA BANDEJA      

   Meu legado carrego bem na sola dos pés e não lamento não ter as rugas dos sábios lá de fora, talvez minha dor de garganta possa gangrenar o bem entre suas pernas, mas não invoco o seu senhor em busca de doçura. Sou vil e fraco, como um punhado de pó numa badeja espelhada, mas ninguém me deixa em um grão se quer. Sou lento e leve como a dor de cabeça das sementes que esqueceram de tirar antes de mandar meu eu pra cachola. Eu não sou nada, e nada vai além, não existem fronteiras entre eu e vocês, não existem regras. Feito de carne e osso como um cão, posso beijar suas bocetas rosadas e amar-lhes como meus donos, assim sufoco meu amor de mundo, e invoco a santitude das carreiras de pó nos centros de suas salas.

   Eu ando leve e não me movo e não desejo, eu só despejo a minha glória nos mendigos da esquina, e pros aleijados mentais eu digo bosta, mas me ame. Pois quando eu virar pó, serei rei na sua bandeja.

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One response

25 06 2007
igor von richthofen

cale mesmo n esse cu seboso precisa falar muito ainda. por falar nisso,ja que tudo se resume a cu e merda. quando é que tu vai dar as caras pra gente encher a cara? ta na hora de jogar mais merda no ventilador.(quantas vezes falei cu e merda?hehheh)

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