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16 06 2007
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Porta do Sol

12 06 2007

Porta do sol

 

 

Ah, o sol! Filho da puta e incandescente sol! Frita minhas idéias, frita as bundas das mulheres e deixam-nas com aquela cor de peru de natal, ou galeto de beira de pista. E ainda vem um zeca, gritar ao mundo inteiro, como se fossemos um vale turismo, que somos a porta do sol. Grande merda! O que isso quer dizer? Somos a porta do câncer de pele? Somos os primeiros a passar protetor solar? Não, não, já sei! Seremos os primeiros do Brasil a desaparecer, ou melhor, ser tostados assim que a terra se aproximar um pouco mais do sol, pois somos a sua própria porta, não? “Somos a mata verde – não, laranja – a esperança”, continua o cidadão. Realmente somos a esperança de um dia nos tornamos algo mais que um rio ruim de navegar, ser mais que um postal que só não fede por ser um postal. A esperança daquela privada imunda e imensa, instalada no meio do centro da cidade, parar de transbordar, porque os corpos pessoenses entupiram o cano por onde passaria a merda, na verdade é tanta merda que, eu acho, que o cano fez greve, saca?

“Por aqui, por favor, essas são as praias, não temos bons artistas, mas temos putas na orla quase toda, não se preocupe, sua merda ou esperma serão jogados no mar bem aqui, á nossa frente, amanhã o senhor poderá nadar um pouco e encontrar, quem sabe, aquilo que seria seu futuro filho da puta, boiando ao seu lado, ou talvez o grande, e grosso cocô que fez pela manhã, antes de decidir relaxar no mar. Apanhe esse cocô e homenageie nossa cidade pondo o seu nome de Porta do sol. Obrigado a preferência e volte sempre, estaremos de rabos abertos para você. Ah, esses gringos, sempre tão excêntricos… somos a porta do sol, desse país lalaiá, tchurururu”…





Seu Juvenal

7 06 2007

Guia da Escória

 

  • Como transformar, de forma cretina, coisas ignoráveis em ignóbeis.

Problemas que podem nublar sua mente como os de origens familiares, financeiros e afins, podem ser facilmente ignorado pelo aspirante em questão. Porém, isso o classificaria em grupos como os dos vagabundos, sanguessugas, alienados etc.
– Ou seja, você vai ser um merdinha !
O escórico detém uma causa que o leva a enxergar tais problemas como ignóbeis. Em conjunto, é claro, com uma fantástica habilidade de auto-persuasão ( se tornar um músico, pintor ou escritor independente, pode ser uma boa sacada ).

 

Na prática…

 

– Parasita é o caralho !
Desculpe se eu estou te irritando aqui na varanda,
Mas c sabe como é, eu preciso trabalhar. Daí eu fico aqui tomando um café, olhando o povo na rua e colhendo novas partes integrantes do meu novo trabalho (neste momento c arqueia as sobrancelhas e vira-se olhando pro nada.

 

PS- Um escórico nunca sai da casa da mãe .

 

  • Como se esquivar do maior inimigo do escórico. O cagalhão, porem, horripilante… Antigo amigo da escola que virou advogado e aparece de repente só pra fazer você se sentir uma túia de bosta !

Tenha sempre em mente discursos de filósofos e estudiosos cujo as idéias você manipulou, loucamente, afim de embasar sua vida.
Se ao fim de trinta minutos de conversa, ele continuar te olhando com cara de bunda, você vai ter que apelar usando nossas rasteiras peculiares.

 

Na prática…

 

– Sartre diz que o ser humano é a forma com que o nada vem ao mundo.
Freud diz que a vida nada mais é do que a busca pelo prazer.
Então eu vou gozar o resto da minha vida e não é você com essa cara de bosta que vai me provar o contrario.

 

PS- Se isso não funcionar, pode partir pra violência!

 

  • Como manter uma vida sexual ativa, mantendo sua multiplicidade amorosa.

O escórico nunca fala a verdade, nunca fica sem resposta, está sempre atento a possíveis atos falhos*, sempre põe em fácil acesso suas fantásticas técnicas de retratação, sempre tem algo inteligente para romper o silêncio, nunca freqüenta o mesmo lugar com duas mulheres diferentes, nunca as vêem com intervalos menores que duas semanas. Na falta de novas idéias para impressioná-las, usa idéias de terceiros como se fossem suas. Sempre guarda cds, dvds, livros e roupas em suas casas afim de ganhar uma nova chance ou até dificultar possíveis rompimentos, nunca elegi uma favorita. E no caso de incapacidade de resolver as sabatinas peculiares às mulheres, sempre está pronto para ir embora de forma teatral.
Por fim, a mais importante das leis:
– Nunca, em hipótese alguma, dá um relacionamento por acabado!
* A criação de um personagem para cada uma facilitará o seu sucesso.

 

Na prática…

 

O universitário politicamente engajado.
O poeta ensandecido detentor de uma visão de mundo confusa e por várias vezes controversa.
O músico drogado e talentoso possuidor do que chamam de “alma rock n roll”.
O intelectual neurastênico, hiper-ativo e viciado em barbitúricos.
O místico apreciador de marijuana, artesanato, pinduricalhos para os cabelos, calças de cor caqui, camisetas brancas de gola frouxa, sandálias de couro, reggae e acima de tudo o Deus sol e a natureza.
O bêbado amargurado e violento estilo irlandês.
O moderno exótico, andrógino, bi-sexual e com scraps acima de dez mil.
E o clássico, mas não menos eficiente, romântico sensível e chorão.

 

 

Seu Juvenal





Um imbecil e o deficiente mental

5 06 2007


A noite é fria e chuvosa. O bar dos artistas, ao lado do Teatro Santa Rosa, está inóspito. Mesmo assim, os “flanelinhas” seguem abordando quem chega para estacionar o carro na avenida PÚBLICA.

Eles cobram de “3 a 5 real”. A surpresa é tamanha que o dono do automóvel não sabe se paga ou se manda o infeliz ao quinto dos infernos. E não adianta querer retirar o carro dali e colocar na frente da praça, por exemplo, por que o local já foi delimitado, devidamente cercado e vijiado por um sentinela que, apesar de aparentar ter problemas mentais, sabe muito bem o valor que deve cobrar aos “fregueses”. A abordagem funciona mais ou menos assim: ao chegar, o cidadão é logo surpreendido por um baixinho que fala alto e rebuscado, “boa noite meu querido. Olhe, inclusive a gente ta pedindo a contribuição adiantado. A gente ta pedindo de 3 a 5 real pra quem ta vindo curtir aí a festa”. No caso de uma possível recusa do dono do carro, o mesmo é surpreendido por essa, “você pode deixar o carro aí, mas fica por sua conta. A gente pode fazer nada se acontecer algo”, traduzindo, ou paga ou o carro não vai estar aqui quando você voltar.

O local, que é cercado pelo Batalhão da Polícia Militar e pelo Quartel da PM, está funcionando como uma pequena empresa dirigida por um imbecil e um deficiente mental. O lucro é muito bom em noites de show no Bar dos Artistas. A farra parece não ter prazo para acabar e a indignação das pessoas que freqüentam o lugar começa a ganhar ares de revolta.

Quem vai ter que falar no assunto pare que se torne visível às autoridades ou a alguém de direito? Sim, por que falando assim parece brincadeira – só que de muito mau-gosto.