Piaf
Certo de não ter ouvido comentários do tipo, questiono qual o verdadeiro poder que o cinema tem sobre nós? E não, não acho que erro ao falar em poder. Acho que esta relação é sobretudo imperativa. Um passeio sobre as águas mais calmas, mas que levam a maior das quedas. E isso tudo em pouco mais de duas horas. Com pausas que dependem do estado de espírito do espectador e da suavidade das transições de cenas.
Não vejo como não ser invadido pela história. Desde que haja uma história. Desde que mereça ser contada. É impossível não ter sensações das quais só temos quando nós estamos atuando … falta de fôlego; arritmia; pânico; dor; amor; ódio … Enfim. Quando ficamos na mais anestésica passividade, como um bobo que serve de distração a um rei voluptuoso, aí sim somos presas fáceis. Lebres cegas no cerrado. Vagamos feito tontos para todos os lados. Somos jogados de um canto a outro na velocidade dos quadros em tela; pela mente do diretor; pela intensidade da obra. Contudo, temo em afirmar que é só aí que nos damos conta de que estamos no cinema. Que entramos ali direto da vida para fantasia. È aí que sentimos sua força, seu impacto. Quando acesas as luzes, um filme sobre Edith Piaf se encerra, e todos se levantam num misto de risos e lágrimas. Um turbilhão de emoções. Fomos arremessados na história de Edith. Uma verdadeira artista. A arte sendo mostrada em algumas de suas faces. A arte sendo revelada pela arte.
É tudo uma questão de quem vê …
uhh que gatcheenha
- Dispensa comentários!
- Ouviu?!?
“Não vejo como não ser invadido pela história. Desde que haja uma história. Desde que mereça ser contada. É impossível não ter sensações das quais só temos quando nós estamos atuando … falta de fôlego; arritmia; pânico; dor; amor; ódio … Enfim. ”
Tambem não velho!! Cada segundo de Piaf é maravilhoso.. não tem como não chorar… é exatamente isso que vc falou aeeww
Texto legal… massa parabens!!
valeu pela paciência de parar para ver um blog…e comentar nele… escrevi assim que saí do filme…axo q n é nem 1/5 do que senti…mas taí.
Muito bom! Não assisti o filme, mas mesmo assim gostei. Vou ver se assisto até. Realmente, a arte tem um poder sobrenatural sobre – posso até dizer alguns de – nós, seres humanos. Ela nos contagia e nos leva a um mundo novo. Um mundo muitas vezes inátingivel. Um mundo mágico.
É, é a arte *-*